Augusto Augusto de Franco

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AS 7 ALFABETIZAÇÕES

(18/10/08)

A aprendizagem fundamental deveria se preocupar apenas com a alfabetização, porém em um sentido ampliado, incluindo quatro alfabetizações básicas e três alfabetizações complementares. Para ler clique no título.

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1 - Alfabetização na língua natal
É a alfabetização propriamente dita, compreendendo ler e escrever na língua natal e interpretar o que (se) leu.

2 - Alfabetização em uma segunda língua da globalização
Pelo menos ler em outra língua da globalização, quer dizer, falada por um grande contingente populacional (mais de 200 milhões) espalhado por vários países (e mais de dois 2 continentes). As únicas línguas que se enquadram nesse critério são o Inglês, o Espanhol e o Português (as outras línguas muito faladas, como o Mandarin, o Hindi, o Russo e o Bengali, são localizadas). O ideal seria uma alfabetização nas 3 línguas da globalização: Inglês, Espanhol e Português.

3 - Alfabetização matemática
Fazer contas (dominar as operações matemáticas elementares) e aplicar os conhecimentos básicos de matemática na vida cotidiana

4 - Alfabetização lógica
Trata-se, basicamente, de aprender a argumentar (e identificar erros lógicos em argumentos).

5 - Alfabetização digital
Navegar e publicar na Internet e operar as ferramentas digitais de inserção, articulação e animação de blogosferas.

6 - Alfabetização em sustentabilidade
Começando com a alfabetização ecológica, mas indo além, a alfabetização para a sustentabilidade deve incluir o empreendedorismo (pedagogia empreendedora), o desenvolvimento local (comunitário) e o desenvolvimento humano e social sustentável.

7 - Alfabetização democrática
Compreende a aprendizagem de modos cooperativos de resolução de conflitos, a educação para a vida comunitária e para as formas de relacionamento que ensejam a regulação social emergente (as redes sociais distribuídas).

Em suma, aprender a aprender (para seguir andando com as próprias pernas) e aprender a conviver (com o meio natural e com o meio social).

E o resto? Ora, o resto, todo o resto, é o resto.

Atualização de 22/10/08

Na "sopa primordial" da qual poderá sair um novo processo educativo voltado para as 7 alfabetizações, deverão comparecer os seguintes ingredientes:

=> Autodidatismo

=> Homeschooling

=> Communityschooling

=> Unschooling

=> Método Kumon (expandido com novos conteúdos e adaptado às novas formas de interação educativa extra-escolares mencionadas acima)

=> Conectivismo (como nova teoria da aprendizagem)


Comentários

Seria interessante desenvolver um método tipo Kumon para essas diferentes alfabetizações. Talvez uma combinação do estudo individualizado autodidático com o conectivismo...

KUMON

O Kumon é um método de estudo individualizado que busca formar alunos autodidatas, ou seja, capazes de aprender por si só o Kumon. Diariamente se formam pessoas autoconfiantes, disciplinadas, capazes de enfrentar desafios, buscar os próprios sonhos.

Não existe mágica e tampouco milagre. O que existe é respeito à individualidade e ao ritmo de desenvolvimento de cada aluno. O que existe é o compromisso do aluno com sua própria aprendizagem. Enquanto estuda Matemática, Português, Inglês, Espanhol ou Japonês, o aluno do Kumon aprende a como buscar o conhecimento e se prepara para um futuro brilhante e feliz.

Tudo isso é possível pelo fato de contar com um material didático próprio e auto-instrutivo, que permite ao aluno desenvolver os exercícios com o mínimo de intervenção do orientador e avançar para conteúdos além de sua série escolar, fazendo com que seja capaz de buscar o próprio o conhecimento.

Queremos, de fato, participar da formação dos alunos, descobrindo o potencial de cada um e possibilitando que ele se torne uma pessoa autodidata e assim possa contribuir, efetivamente, para a comunidade em que vive.

O Método Kumon foi desenvolvido para matemática, português, inglês, japonês e espanhol.

ONDE E QUANDO NASCEU O MÉTODO KUMON?

1958, Japão. O Kumon nasceu do amor de um pai e da sua preocupação de que o filho tivesse uma vida plena e feliz. O professor de matemática Toru Kumon, desejava que seu filho Takeshi desenvolvesse ao máximo o seu potencial e conseguisse trilhar o próprio caminho.

Criou um material didático auto-instrutivo, para que o filho estudasse sem depender dos ensinamentos de alguém e orientou-o conforme o ritmo de aprendizagem dele.

Takeshi alcançou conteúdos de nível universitário ainda na 6ª série e desenvolveu autonomia, autoconfiança e a postura de buscar novos conhecimentos por si.
Os resultados de Takeshi se espalharam e hoje o método Kumon está presente nos 5 continentes. É aplicado em 45 países no mundo, para mais de 4 milhões de alunos.

QUEM PODE ESTUDAR NO KUMON?

Qualquer pessoa pode matricular-se nas unidades, desde crianças em idade pré-escolar até quem está na terceira idade. O material didático está estruturado de tal forma que se adapta às necessidades de cada aluno.

São duas aulas semanais na unidade e lições diárias em casa.

MATERIAL DIDÁTICO

O material didático do Kumon é totalmente gradativo e auto-instrutivo. Dessa forma permite que o aluno aprenda sozinho a fazer os exercícios. Basta que ele leia e siga cuidadosamente os exemplos e exercícios-guia.

O nível de dificuldade dos exercícios aumenta gradativamente.

Sem se dar conta, o aluno chega aos exercícios mais complexos.

Além disso, todos pré-requisitos são trabalhados anteriormente. Assim, ao chegar ao conteúdo de divisão, por exemplo, o aluno já domina a adição, a subtração e a multiplicação.

Um outro diferencial é que o material do Kumon é de uso exclusivo das unidades franqueadas do Kumon e são constantemente revisados e aprimorados.

Não há venda do material nem uso deste fora das unidades franqueadas.

O conteúdo dos materiais didáticos está dividido em até 21 estágios,que podem ser do 7A ao O, dependendo da disciplina.

ROTINA

O método Kumon visa ao aprendizado pelo autodidatismo, ou seja, o aluno é estimulado a aprender de forma independente. Um dos fatores que contribuem para esse objetivo, além do material didático auto-instrutivo e de uma orientação individualizada, é uma rotina bem estabelecida, dentro da qual o aluno segue certos procedimentos para desempenhar sua rotina diária.

Como essa rotina é adquirida

Logo no primeiro dia de aula, o orientador comunica ao aluno aquilo que ele deve fazer desde o momento que chega à unidade. Veja como isso acontece em nossas unidades:

1 – Chegada do aluno à unidade | O aluno chega na unidade, retira a pasta com o boletim de acompanhamento e a lição que resolverá em classe. Em seguida, entrega as lições de casa ao orientador ou auxiliar da unidade para que sejam corrigidas e recebe as lições do dia. Este é o primeiro passo para que o aluno tenha organização na unidade e desenvolva uma postura independente.

2 – Anotar o tempo | O aluno deve anotar o horário de início e de término de cada lição realizada. O tempo é usado como parâmetro de avaliação da habilidade e domínio sobre aquele conteúdo. A marcação do tempo é importante para desenvolver concentração e responsabilidade no aluno.

3 – Resolução do material didático | Após anotar o nome e o horário de início, o aluno resolve os exercícios do material didático de acordo com a meta estabelecida pelo orientador, levando-o a buscar novos desafios.

4 – Correção da lição | O aluno entrega a lição do dia para o orientador ou auxiliar fazer a correção. Enquanto isso, verifica se há correções para fazer na lição feita em casa.

5 – Autocorreção | Se houver erros na lição de casa, o aluno deverá corrigi-los até que tenha nota 100 em todas as folhas. Feitas as correções nas lições de casa, o aluno verifica se há correções para fazer nas lições feitas na unidade. Esse processo se repete até que ele fique com nota 100 em todas as folhas do material didático. A autocorreção do material didático desenvolve no aluno a capacidade de aprender com os próprios erros.

6 – Nota 100 | 100 é a nota máxima do Kumon. Cada folha do material didático deverá ter um círculo (símbolo da perfeição) e a nota 100, significando 100% de acerto e assimilação do conteúdo.

7 – Registro das notas | O passo seguinte é fazer com que o aluno passe suas próprias notas no boletim. Dessa forma, pode, por conta própria, analisar como foi seu desempenho no material estudado e também estará desenvolvendo o sendo de responsabilidade e organização.

8 – Leitura em voz alta (para os cursos de Português e Inglês) | A leitura em voz alta pode ser feita em todas as aulas. A sua realização dependerá da disciplina, do estágio em que se encontra o aluno, do tempo de curso, entre outros fatores.

9 – Feedback | No Kumon, ao final de cada aula, o orientador realiza o feedback, ou seja, comunica ao aluno a avaliação da lição do dia e a previsão das lições até a próxima aula, explicando, por exemplo, a meta de tempo e acertos, para que o aluno possa avançar para o próximo bloco, deixando claro para ele os critérios de avanço. O feedback permite ao aluno participar ativamente do próprio desenvolvimento, aumentando sua conscientização e o seu comprometimento. Ele é indispensável no nosso trabalho de desenvolver uma orientação individualizada que respeita o potencial e as metas de cada aluno. Essa prática desenvolve no aluno a capacidade de auto-avaliação.

ESTUDO INDIVIDUALIZADO: O DIFERENCIAL!

O principal objetivo do Kumon é desenvolver a autonomia (independência) e o autodidatismo em seus alunos. Para realizar esse objetivo, contamos com um material didático auto-instrutivo e um sistema de ensino muito especial, o ensino individualizado.

O ensino individualizado é aquele em que cada aluno tem um programa de estudo desenvolvido especialmente para ele, de acordo com sua capacidade atual, com seu ritmo de aprendizagem e com as metas que quer atingir.

Esse programa de estudo independe da idade e da série escolar do aluno. Por isso, o sistema de ensino individualizado é adequado para todas as idades. É por essa razão que temos desde criança pré-escolares até adultos de terceira idade estudando pelo Kumon.

Além disso, tanto alunos com grande capacidade, quanto alunos com necessidades especiais podem estudar pelo Kumon. E cada um se desenvolverá de acordo com o próprio ritmo.

Ponto de partida, começando os estudos no Kumon
Ao chegar pela primeira vez à unidade, o aluno resolve um Teste Diagnóstico para determinar como estão seus conhecimentos e em que ponto do material didático deve começar. O aluno começa estudando em um “ponto de partida fácil”, ou seja, a partir de conteúdos que domina e conhece. Isto lhe permite sentir o prazer de aprender e a ter autoconfiança.

Estudo diário: a prática traz a perfeição
Os alunos freqüentam a unidade duas vezes por semana e, para que possam avançar mais no material, recebem tarefas para fazer em casa nos outros dias. Essas tarefas são uma continuidade dos assuntos vistos na unidade e são resolvidas em 10 ou 15 minutos e têm conteúdos semelhantes aos que o aluno estuda na unidade. Assim, com um mínimo de esforço consegue-se o máximo de resultado. E essa prática diária vai desenvolvendo pouco a pouco nos alunos o hábito de estudo e a disciplina. Além disso, o aluno torna-se organizado à medida que administra as tarefas da escola e outras atividades do dia (esportes, outros cursos etc.).

Tempo para resolução: estudo concentrado
Ao marcar o tempo, o aluno se concentra na resolução, assimilando muito bem o conteúdo estudo se torna eficaz. Estudando dessa forma, desenvolve concentração, rapidez e precisão.

Revisão
Para garantir a assimilação total, existem revisões do estudo. Assim, o aluno tem a chance de dominar completamente o assunto, avançando para o conteúdo seguinte com muita segurança e tranqüilidade, sem deixar para trás defasagens ou falhas de entendimento.

Autocorreção
No momento de avaliar os exercícios, o orientador assinala a questão com erro e deixa que o aluno encontre o ponto onde está erro e o corrija por si só autocorreção no Kumon é uma oportunidade para o aluno aprender com os próprios erros e superar-se.

Estudo com metas
No desenvolvimento da autonomia, uma parte importante é a capacidade de traçar metas e estabelecer caminhos para alcançá-las. Para que os resultados sejam os mais eficazes, o aluno estuda com metas para alcançar a curto (diária), médio (mensal) e longo prazos (anual). O acompanhamento das metas traçadas geram no aluno disciplina, organização e responsabilidade.

Avaliação diária: feedback
No Kumon, ao final de cada aula, o orientador realiza o feedback, ou seja, comunica ao aluno a avaliação da lição do dia e a previsão das lições até a próxima aula, explicando, por exemplo, a meta de tempo e acertos para que o aluno possa avançar para o próximo bloco, deixando claro para ele os critérios de avanço. O feedback permite ao aluno participar ativamente do próprio desenvolvimento, aumentando a consciência e o seu comprometimento. Ele é indispensável no nosso trabalho de desenvolver uma orientação individualizada que respeita o potencial e as metas de cada aluno. Essa prática desenvolve no aluno a capacidade de auto-avaliação.

O feedback tornou-se uma diretriz mundial, desde 2004. Isso foi possível, devido aos resultados que os orientadores e alunos estavam tendo diante dessa comunicação constante nas unidades.

O feedback avalia corretamente os resultados de estudo e faz com que o aluno tenha maior força de vontade. E, conforme ele vai vencendo cada barreira, adquire percepção sobre como avanço mais além algo que faz com que adquira autonomia e capacidade autodidata e, assim, se torne capaz de enfrentar desafios e tente superá-los por si só.
Avançar além da série escolar

No Kumon, o aluno tem a oportunidade de se tornar “adiantado”, ou seja, estudar conteúdos que correspondem a níveis escolares superiores àquele em que se encontra.

De uma maneira natural e sem pressões, os alunos aproveitam seu potencial e se adiantam em seus estudos em relação à escola.

Assim, ao chegar ao Ensino Médio, estarão mais tranqüilos e poderão se dedicar a outras atividades e terão desenvolvido independência, segurança e organização.

Autodidatismo
O aluno aprende assuntos que não viu na escola valendo-se de tudo que já assimilou e da sua capacidade de raciocínio, observação de dicas e exemplos no material, da sua autoconfiança e postura de enfrentar coisas novas. Ao invés de esperar passivamente que o novo assunto lhe seja ensinado, o aluno aprende a ter a iniciativa de conhecê-lo sozinho. Sabendo como aprender, não existirão limites para que o aluno se desenvolva sempre que quiser, em qualquer área.

Cf.: www.kumon.com.br

Enviado por: Augusto de Franco (22/10/2008 09:07)

Sobre o Conectivismo

Conectivismo: Uma Teoria de Aprendizagem para a Idade Digital

http://wiki.papagallis.com.br/George_Siemens_e_o_conectivismo#Background

12 de Dezembro, 2004 George Siemens
Atualização (5 de abril de 2005): Acrescentei um website para explorar este conceito em www.connectivism.ca

Introdução

Behaviorismo, cognitivismo e construtivismo são as três grandes teorias da aprendizagem mais freqüentemente usadas na criação de ambientes instrucionais. Essas teorias, contudo, foram desenvolvidas em um tempo em que a aprendizagem não sofria o impacto da tecnologia. Através dos últimos vinte anos, a tecnologia reorganizou o modo como vivemos, como nos comunicamos e como aprendemos. As necessidades de aprendizagem e teorias que descrevem os princípios e processos de aprendizagem, devem refletir o ambiente social vigente. Vaill enfatiza que “a aprendizagem deve ser um modo de ser – um conjunto usual de atitudes e ações que pessoas e grupos empregam para tentar se manter a par dos eventos surpreendentes, novos, confusos, perturbadores que aparecem sempre...”(1996, p.42)
Os aprendizes até bem pouco tempo atrás (40 anos) podiam completar a escolaridade requerida e iniciar uma carreira que podia, na maioria das vezes, durar a vida toda. O desenvolvimento das informações era lento. A duração do conhecimento era medida em décadas. Hoje, esses princípios de origem foram alterados. O conhecimento está crescendo exponencialmente. Em muitas áreas a duração do conhecimento é agora medida em meses e anos. Gonzalez (2004) descreve os desafios da diminuição rápida da duração do conhecimento:

Um dos fatores mais persuasivos é o encolhimento da duração do conhecimento para metade. A “meia-duração do conhecimento” é o tempo de duração desde que se obtém o conhecimento até que ele se torne obsoleto. Metade do que é conhecido hoje não era conhecido há 10 anos atrás. A quantidade de conhecimento no mundo dobrou nos últimos 10 anos e está dobrando a cada 18 meses, de acordo com a Sociedade Americana para Treinamento e Desenvolvimento (ASTD). Para combater o encolhimento para a metade da duração do conhecimento, as organizações tem sido forçadas a desenvolver métodos para disseminar a instrução

Algumas tendências importantes na aprendizagem:
Muitos aprendizes vão se mover por uma variedade de áreas diferentes, possivelmente sem relação uma com as outras, durante o curso de suas vidas.
A aprendizagem informal é um aspecto significativo de nossa experiência de aprendizagem. A educação formal não mais cobre a maioria de nossa aprendizagem. A aprendizagem agora, ocorre de várias maneiras – através de comunidades de prática, redes pessoais e através da conclusão de tarefas relacionadas ao trabalho.
A aprendizagem é um processo contínuo, durando por toda a vida. Aprendizagem e atividades relacionadas ao trabalho não são mais separadas. Em muitas situações, são as mesmas.
A tecnologia está alterando (reestruturando) nossos cérebros. As ferramentas que usamos definem e moldam nosso modo de pensar.
A organização e o indivíduo são ambos organismos que aprendem. O aumento da atenção à gestão do conhecimento ressalta a necessidade de uma teoria que tente explicar a ligação entre a aprendizagem individual e organizacional.
Muitos dos processos anteriormente tratados pelas teorias de aprendizagem (especialmente no processamento cognitivo de informações) agora podem ser descarregados para, ou suportados pela tecnologia.
Saber como e saber o que está sendo suplementado pelo saber onde (o conhecimento de onde encontrar o conhecimento que se necessita)

Background

Driscoll (2000) define a aprendizagem como “uma mudança persistente na performance ou no potencial para performance... [que] deve surgir como resultado da experiência e interação do aprendiz com o mundo” (p.11). Esta definição engloba muito dos atributos comumente associados ao behaviorismo, cognitivismo e construtivismo – em outras palavras, aprendizagem como um estado de mudança duradoura (emocional, mental, fisiológica (i.e. habilidades)) que surge como resultado de experiências e interações com conteúdo ou outra pessoa.
Driscoll (2000, p.14-17) explora algumas das complexidades de definir aprendizagem. O debate se concentra em:
Fontes válidas de conhecimento – Adquirimos conhecimento através de experiências? Isso é inato (presente no nascimento)? Adquirimos isso através do pensar e raciocinar?
Conteúdo do conhecimento – O conhecimento é, realmente, possível de ser conhecido? Ele é possível de ser conhecido diretamente através da experiência humana?
A consideração final foca em três tradições epistemológicas em relação à aprendizagem: Objetivismo, Pragmatismo e Interpretivismo.

O Objetivismo (semelhante ao behaviorismo) prega que a realidade é externa e é objetiva, e o conhecimento é obtido através de experiências. O Pragmatismo (semelhante ao cognitivismo) prega que a realidade é interpretada, e o conhecimento é negociado através da experiência e raciocínio. Interpretivismo (semelhante ao construtivismo) prega que a realidade é interna, e o conhecimento é construído.
Todas essas teorias da aprendizagem sustentam a noção de que o conhecimento é um objetivo (ou um estado) que pode ser alcançado (se já não for inato) ou através do raciocínio ou das experiências. O behaviorismo, cognitivismo e construtivismo (construídos na tradição epistemológica) tentam explicar como é que uma pessoa aprende.
O behaviorismo prega que a aprendizagem é, em grande parte, impossível de conhecer, isto é, possivelmente não podemos entender o que se passa dentro de uma pessoa (a “teoria da caixa preta”). Gredler (2001) considera que o behaviorismo é composto de várias teorias que fazem três suposições sobre a aprendizagem:
O comportamento observável é mais importante do que entender atividades internas
O comportamento deve ser focado em elementos simples: estímulos e respostas específicas
Aprendizagem tem a ver com mudança de comportamento

O cognitivismo, freqüentemente assume um modelo de processamento de informações por computador. A aprendizagem é vista como um processo de inputs, guardados na memória de curto prazo, e codificados para serem buscados no longo prazo. Cindy Buell detalha este processo: “Nas teorias cognitivas, o conhecimento é visto como construtos mentais simbólicos na mente do aprendiz, e o processo de aprendizagem é o meio pelo qual essas representações simbólicas são passadas para a memória.”
O construtivismo sugere que os aprendizes criam conhecimento na medida em que tentam entender suas experiências (Driscoll, 2000, p.376). O behaviorismo e o cognitivismo vêem o conhecimento como sendo externo ao aprendiz e o processo de aprendizagem como o ato de internalizar conhecimento. O construtivismo assume que os aprendizes não são recipientes vazios que devem ser preenchidos com conhecimento. Ao invés disso, os aprendizes estão tentando, ativamente, criar significado. Os aprendizes, na maioria das vezes, selecionam e perseguem sua própria aprendizagem. Os princípios construtivistas reconhecem que a aprendizagem através da vida real é desordenada e complexa. Salas de aula que emulam a “confusão” dessa aprendizagem serão mais efetivas na preparação de aprendizes para aprenderem a vida toda.

Enviado por: Augusto de Franco (22/10/2008 09:14)

(Continuação)

Limitações do Behaviorismo, Cognitivismo e Construtivismo

Um dogma central da maioria das teorias de aprendizagem é que a aprendizagem ocorre dentro da pessoa. Mesmo a visão construtivista social, que defende que a aprendizagem é um processo realizado socialmente, promove a primazia da pessoa (e seu / sua presença física – i.e. baseado no cérebro) na aprendizagem. Estas teorias não abordam a aprendizagem que ocorre fora da pessoa (i.e. aprendizagem que é armazenada e manipulada através da tecnologia). Elas também falham em descrever como a aprendizagem acontece dentro das organizações.
As teorias da aprendizagem estão preocupadas com o processo atual de aprendizagem, não com o valor do que está sendo aprendido. Em um mundo ligado em rede, a espécie exata de informação que adquirimos é explorando a sua importância. A necessidade de avaliar a importância de aprender alguma coisa é uma meta-habilidade que é aplicada antes da própria aprendizagem começar. Quando o conhecimento é sujeito à parcimônia, o processo de avaliar a importância é assumido como intrínseco à aprendizagem. Quando o conhecimento é abundante, a avaliação rápida do conhecimento é importante. Preocupações adicionais surgem do rápido aumento da informação. Nos ambientes atuais, freqüentemente, a ação é necessária sem aprendizagem pessoal – isto é, é preciso agir buscando informações fora do nosso conhecimento primário. A habilidade de sintetizar e reconhecer conexões e padrões é uma habilidade valiosa.
Muitas questões importantes são levantadas quando as teorias da aprendizagem estabelecidas são vistas através da tecnologia. A tentativa natural dos teóricos é continuar a revisar e desenvolver as teorias na medida em que as condições mudam. Em algum ponto, no entanto, as condições subjacentes se alteraram tão significativamente, que as modificações posteriores não são mais perceptíveis. É necessária uma abordagem inteiramente nova.
Algumas questões a serem exploradas em relação às teorias da aprendizagem e o impacto da tecnologia e das novas ciências (caos e redes) na aprendizagem:
Como as teorias da aprendizagem são impactadas quando o conhecimento não é mais adquirido de maneira linear?
Que ajuste é necessário fazer nas teorias da aprendizagem quando a tecnologia realiza muitas das operações cognitivas anteriormente realizadas pelos aprendizes (armazenamento e recuperação de informação)?
Como podemos nos manter atualizados em uma ecologia da informação que evolui rapidamente?
Como as teorias da aprendizagem lidam com momentos onde o desempenho é necessário, na ausência de uma compreensão completa?
Qual o impacto das redes e teorias da complexidade na aprendizagem?
Qual é o impacto do caos como um processo complexo de reconhecimento de padrões na aprendizagem?
Com o aumento do reconhecimento das interconexões em diferentes campos de conhecimento, como os sistemas e teorias da ecologia são percebidos à luz das tarefas de aprendizagem?

Uma Teoria Alternativa

A inclusão da tecnologia e do fazer conexões como atividades de aprendizagem começa a mover as teorias da aprendizagem para uma idade digital. Não podemos mais, pessoalmente, experimentar e adquirir a aprendizagem de que necessitamos para agir. Nós alcançamos nossa competência como resultado da formação de conexões. Karen Stephenson coloca:

“A experiência tem sido considerada, há muito tempo, o melhor professor para o conhecimento. Desde que não podemos experimentar tudo, as experiências de outras pessoas e portanto, outras pessoas, tornam-se o substituto para o conhecimento. ´Eu guardo meu conhecimento em meus amigos` é um axioma para juntar conhecimento juntando pessoas (não datado).”

O caos é uma nova realidade para os trabalhadores do conhecimento. A ScienceWeek (2004) cita a definição de Nigel Calder de que caos é “uma forma crítica de ordem”. Caos é o colapso da previsibilidade, evidenciada em arranjos complicados que, inicialmente, desafiam a ordem. Ao contrário do construtivismo, que afirma que os aprendizes tentam promover a compreensão através de tarefas de construção de significados, o caos afirma que os significados existem – o desafio dos aprendizes é reconhecer os padrões que parecem estar ocultos. A construção de significados e a formação de conexões entre comunidades especializadas são atividades importantes.
O caos, como ciência, reconhece as conexões de tudo com tudo. Gleick (1987) afirma: “Em condições atmosféricas, por exemplo, pode ser traduzido naquilo que é conhecido meio jocosamente como o Efeito Borboleta – a noção de que uma borboleta agitando o ar hoje em Pequim pode mudar sistemas de tempestade no mês seguinte em Nova Iorque (p.8). Esta analogia ressalta um desafio real: “a grande dependência das condições iniciais” impacta profundamente aquilo que aprendemos e como agimos, baseados em nossa aprendizagem. A tomada de decisão ilustra isso. Se as condições subjacentes usadas para tomar as decisões mudam, a própria decisão não é mais tão correta como era quando foi tomada. A habilidade de reconhecer e se ajustar às mudanças nos padrões é uma tarefa chave da aprendizagem.
Luis Mateus Rocha (1998) define auto-organização como “a formação espontânea de estruturas, padrões, ou comportamentos bem organizadas, a partir de condições iniciais randômicas.” (p.3). A aprendizagem, como um processo auto-organizador exige que o sistema (sistema de aprendizagem pessoal ou organizacional) “seja aberto quanto a informações (informationally), isto é, para que ele seja capaz de classificar suas próprias interações com um ambiente, deve ser capaz de mudar sua estrutura...”(p.4). Wiley e Edwards reconhecem a importância da auto-organização como um processo de aprendizagem: “Jacobs afirma que as comunidades se auto-organizam de um modo similar a insetos sociais: ao invés de milhares de formigas cruzando as trilhas de feromônio uma das outras e mudando seu comportamento de acordo, milhares de humanos passam uns pelos outros nas calçadas e mudam seu comportamento de acordo.” Auto-organização em um nível pessoal é um micro-processo dos construtos maiores de auto-organização do conhecimento criados nos ambientes corporativos ou institucionais. Para aprender, em nossa economia do conhecimento, é necessário ter a capacidade de formar conexões entre fontes de informação e daí criar padrões de informação úteis.

Enviado por: Augusto de Franco (22/10/2008 09:15)

(Continuação)

Redes, Pequenos Mundos, Ligações Fracas

Uma rede pode, simplesmente, ser definida como conexões entre entidades. Redes de computadores, grades de poder e redes sociais, todas funcionam através do princípio simples de que as pessoas, grupos, sistemas, nós, entidades podem ser conectadas para criar um todo integrado. Alterações dentro da rede têm efeitos de onda no todo.
Albert-László Barabási afirma que “os nós sempre competem por conexões porque ligações representam sobrevivência em um mundo interconectado” (2002, p.106). Esta competição é grandemente embotada dentro de uma rede de aprendizagem pessoal, mas a atribuição de valor a certos nós em detrimento de outros é uma realidade. Os nós que conseguem alcançar maior importância serão mais bem sucedidos em conseguir conexões adicionais. Em termos de aprendizagem, a probabilidade de que um conceito de aprendizagem será ligado depende de quão bem ele está atualmente ligado. Os nós (podem ser áreas, idéias, comunidades) que se especializam e ganham reconhecimento por sua especialização tem maiores chances de reconhecimento, resultando assim na polinização cruzada de comunidades de aprendizagem.
Vínculos fracos são ligações ou pontes que permitem conexões curtas entre informações. As redes de nosso pequeno mundo são, geralmente, habitadas por pessoas cujos interesses e conhecimento são semelhantes aos nossos. Encontrar um novo emprego, por exemplo, freqüentemente ocorre através de vínculos fracos. Este princípio tem grande destaque na noção de serendipidade, inovação e criatividade. Conexões entre idéias e campos muito diferentes podem criar novas inovações. .

Conectivismo

Conectivismo é a integração de princípios explorados pelo caos, rede, e teorias da complexidade e auto-organização. A aprendizagem é um processo que ocorre dentro de ambientes nebulosos onde os elementos centrais estão em mudança – não inteiramente sob o controle das pessoas. A aprendizagem (definida como conhecimento acionável) pode residir fora de nós mesmos (dentro de uma organização ou base de dados), é focada em conectar conjuntos de informações especializados, e as conexões que nos capacitam a aprender mais são mais importantes que nosso estado atual de conhecimento.
O conectivismo é guiado pela noção de que as decisões são baseadas em fundamentos que mudam rapidamente. Novas informações estão sendo continuamente adquiridas. A habilidade de distinguir entre informações importantes e não importantes é vital. A habilidade de reconhecer quando novas informações alteram o panorama baseado em decisões tomadas ontem, também é crítica.
Princípios do conectivismo:
Aprendizagem e conhecimento apoiam-se na diversidade de opiniões.
Aprendizagem é um processo de conectar nós especializados ou fontes de informação.
Aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos.
A capacidade de saber mais é mais crítica do que aquilo que é conhecido atualmente.
É necessário cultivar e manter conexões para facilitar a aprendizagem contínua.
A habilidade de enxergar conexões entre áreas, idéias e conceitos é uma habilidade fundamental.
Atualização (“currency” – conhecimento acurado e em dia) é a intenção de todas as atividades de aprendizagem conectivistas.
A tomada de decisão é, por si só, um processo de aprendizagem. Escolher o que aprender e o significado das informações que chegam é enxergar através das lentes de uma realidade em mudança. Apesar de haver uma resposta certa agora, ela pode ser errada amanhã devido a mudanças nas condições que cercam a informação e que afetam a decisão.

O conectivismo também trata das mudanças que muitas corporações encontram nas atividades de gestão do conhecimento. O conhecimento que fica em uma base de dados precisa ser conectado com as pessoas certas nos contextos certos para que possam ser classificadas como aprendizagem. O behaviorismo, cognitivismo e construtivismo não se referem aos desafios do conhecimento e transferência organizacionais.
O fluxo de informação dentro de uma organização é um elemento importante na efetividade da organização. Em uma economia do conhecimento, o fluxo da informação é o equivalente ao tubo de óleo em uma economia industrial. Criar, preservar e utilizar o fluxo da informação deve ser uma atividade organizacional chave. O fluxo da informação pode ser comparado a um rio que serpenteia através da ecologia da organização. Em algumas áreas, o rio forma piscinas e em outras fica raso. A saúde da ecologia de aprendizagem da organização depende do cultivo efetivo do fluxo de informação.
A análise das redes sociais é um elemento adicional na compreensão dos modelos de aprendizagem na era digital. Art Kleiner (2002) explora a “quantum theory of trust” de Karen Stephenson que “explica não apenas como reconhecer a capacidade cognitiva coletiva de uma organização, mas como cultivá-la e aumentá-la”. Dentro de uma rede social, hubs (pontos comuns de conexão de dispositivos) são pessoas bem conectadas que são capazes de estimular e manter o fluxo do conhecimento.
O ponto de partida do conectivismo é o indivíduo. O conhecimento pessoal é composto por uma rede que alimenta as organizações e instituições, que por sua vez alimenta de volta a rede e então continua a prover aprendizagem para o indivíduo. Este ciclo de desenvolvimento do conhecimento (da pessoa para a rede para a organização) permite que os aprendizes se mantenham atualizados em seus campos, através das conexões que formaram.
Landauer e Dumais (1997) exploram o fenômeno de que “as pessoas tem muito mais conhecimento do que parece estar presente na informação para a qual elas se expuseram”. Eles fornecem um foco conectivista ao afirmar que “a simples noção de que alguns domínios de conhecimento contem um número vasto de inter-relações fracas que, se apropriadamente exploradas, podem amplificar muito a aprendizagem através de um processo de inferência”. O valor do reconhecimento de padrões e de conectar-se em nossos “pequenos mundos de conhecimento” fica aparente no impacto exponencial que causam na nossa aprendizagem pessoal.
John Seely Brown apresenta uma noção interessante de que a internet alavanca os pequenos esforços de muitos com os grandes esforços de poucos. A premissa central é que conexões criadas com nós não usuais suportam e intensificam atividades de grande esforço existentes. Brown fornece o exemplo do projeto de sistema do Maricopa County Community College que junta cidadãos seniores com alunos das escolas básicas em um programa de tutores. As crianças “escutam melhor esses “avós” do que seus próprios pais, o programa de tutores realmente ajuda os professores...os pequenos esforços da maioria – os seniores – complementam os grandes esforços dos poucos – os professores.” (2002). Essa amplificação da aprendizagem, conhecimento e compreensão através da extensão de uma rede pessoal é a síntese do conectivismo.

Enviado por: Augusto de Franco (22/10/2008 09:17)

(Conclusão)

Implicações

A noção de conectivismo tem implicações em todos os aspectos da vida. Este documento foca principalmente no seu impacto na aprendizagem, mas os seguintes aspectos são também impactados:
Gestão e liderança. A gestão e organização de recursos para alcançar resultados desejados é um desafio significativo. Dar-se conta de que o conhecimento completo não pode existir na mente de uma pessoa exige uma abordagem diferente para criar uma visão geral da situação.Times diferentes com pontos de vista diferentes são uma estrutura crítica para a exploração completa de idéias. Inovação é também um desafio adicional. A maioria das idéias revolucionárias de hoje, existiram um dia como elementos marginais. A habilidade de uma organização de incentivar, cultivar e sintetizar os impactos de visões diferentes da informação é crítica para a sobrevivência da economia da informação. A velocidade da “idéia para a implementação” é também melhorada em uma visão sistêmica da aprendizagem.
Mídia, notícias, informação. Esta tendência está bem a caminho. As principais organizações de meios de comunicação estão sendo desafiadas pelo fluxo aberto, em tempo real e de duas vias dos blogs.
Gestão pessoal do conhecimento em relação à gestão organizacional do conhecimento.
Design (desenho) de ambientes de aprendizagem.

Conclusão

O tubo é mais importante do que o conteúdo dentro do tubo. Nossa habilidade em aprender aquilo que precisamos para amanhã é mais importante do que aquilo que sabemos hoje. Um verdadeiro desafio para qualquer teoria da aprendizagem é ativar o conhecimento conhecido até o ponto da aplicação. No entanto, quando o conhecimento é necessário, mas não conhecido, a habilidade de se “plugar” a fontes para encontrar o que é requerido, torna-se uma habilidade vital. Na medida em que o conhecimento continua a crescer e evoluir, o acesso a aquilo que é necessário é mais importante do que aquilo que o aprendiz possui atualmente.
O conectivismo apresenta um modelo de aprendizagem que reconhece as mudanças tectônicas na sociedade, onde a aprendizagem não é mais uma atividade interna, individualista. O modo como a pessoa trabalha e funciona são alterados quando se utilizam novas ferramentas. O campo da educação tem sido lento em reconhecer, tanto o impacto das novas ferramentas de aprendizagem como as mudanças ambientais na qual tem significado aprender. O conectivismo fornece uma percepção das habilidades e tarefas de aprendizagem necessárias para os aprendizes florescerem na era digital.

Referências

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Enviado por: Augusto de Franco (22/10/2008 09:19)


Vamos trabalhar com isso?

Karen Stephenson states:

“Experience has long been considered the best teacher of knowledge. Since we cannot experience everything, other people’s experiences, and hence other people, become the surrogate for knowledge. ‘I store my knowledge in my friends’ is an axiom for collecting knowledge through collecting people.”

Enviado por: Augusto de Franco (25/10/2008 11:27)

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Enviado por: zxc csr (19/11/2012 00:01)

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